Jane the Virgin chegou ao fim depois de 5 deliciosas temporadas de homenagem à telenovelas. Mas a série vai muito além disso. Aborda protagonismo feminino, imigração e romance lésbico, entre outros temas incomuns para comédias, de uma forma respeitosa e inovadora.

Em meio ao enredo por vezes propositalmente nonsense, sempre me chamou a atenção o grande amor da protagonista pelos livros. Jane poderia ser apenas uma grande fã de telenovelas, pois é essa a influência que teve da avó e da mãe, de origem latina. Porém, por ser uma verdadeira nerd, ela transferiu a paixão televisiva para a Literatura.

Alerta de spoilers sobre a trajetória de Jane como escritora:

Ao longo das temporadas, vemos Jane lutar para ser reconhecida profissionalmente como escritora, após saber que seu primeiro livro foi publicado principalmente por influência de seu pai, um famoso ator de novelas. Sua personalidade obsessiva por perfeição sofre para chegar ao que considera um romance à altura de seu próprio talento.

Nessa parte podemos esperar por um final muito feliz, já Jane consegue não somente lançar seu segundo livro, como ter a consagrada autora Isabel Allende como a responsável por seu prefácio, além de receber um cachê milionário pelo seu trabalho como escritora.

No fim das contas, trata-se de uma grande homenagem ao realismo mágico latino-americano, outra grande referência da produção.

A quinta temporada, que terminou de ser exibida na televisão norte-americana em julho de 2019, ainda não chegou à Netflix.

Fotos: CW/Divulgação

Flávia Cunha
Author

Flávia Cunha é jornalista há mais de 20 anos e mestre em Literatura Comparada pela UFRGS. Desde 2015, atua somente na área cultural, em projetos literários e musicais. Sua paixão pelas duas áreas virou oficialmente uma empresa em 2018. Para saber mais: www.flaviacunha.com.br

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