Por Flávia Cunha e Geórgia Santos

Nos Estados Unidos, 99% dos casos de violência doméstica incluem o que se conhece por violência patrimonial, que ocorre quando o parceiro utiliza o dinheiro para controlar a mulher. No Brasil não há dados compilados sobre o crime previsto na Lei Maria da Penha, mas a transformação do papel da mulher na sociedade mostra que a educação financeira pode ser um passo importante para a superação de um relacionamento abusivo e usada como prática de combate à violência patrimonial


Ela sempre sonhou com aquele apartamento. Não que ela tivesse passado dificuldades na infância, mas aquele imóvel era a projeção de uma vida confortável para a família que ela havia construído. Era lindo. Grande. Tinha 137 m², três quartos, dois banheiros, sala ampla e churrasqueira. Isso sem falar no condomínio com piscina, salão de festas, playground, espaço kids, salão de jogos e quadras esportivas. O sonho de sempre da administradora Maria* custava aproximadamente R$ 1 milhão. O dinheiro não seria um problema. A família havia atingido um patamar financeiro estável já que o marido era um profissional da área da saúde com rendimentos muito acima da média nacional de todos os trabalhadores ocupados, que em 2019 está RS2.234. Mas o preço que ela pagaria seria infinitamente mais alto que o valor monetário. O apartamento tão desejado viraria palco de brigas e discussões frequentes – muitas delas presenciadas pelas duas filhas pequenas do casal. O apartamento dos sonhos abrigaria, então, um casamento recheado de traições, abuso psicológico, humilhações. Um casamento em que o dinheiro desempenhava um papel central de controle.

“Ele disse que me mataria, que eu era uma vagabunda e interesseira, que tinha planejado a separação para ficar com o dinheiro dele. Ele que me traiu e eu que estava errada”, recorda Maria
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Em 2017, o casamento de 12 anos acabou após uma violenta discussão dentro das dependências do edifício de alto padrão. “Ele disse que me mataria, que eu era uma vagabunda e interesseira, que tinha planejado a separação para ficar com o dinheiro dele. Ele que me traiu e eu que estava errada”, recorda Maria. Na iminência de uma agressão física, um dos seguranças do prédio interferiu e evitou que algo pior acontecesse. A polícia chegou a ser chamada ao local e o agora ex-marido devolveu as chaves, contrariado. Saiu fazendo xingamentos. Maria não via assim à época, mas ela era vítima de um relacionamento abusivo.

 

Fonte: Daniela Zanetti, psicóloga, especialista em terapia de casal e família

O estopim para o final do relacionamento foi uma mistura entre traição e descaso como pai. “Eu tinha visto no celular dele muitas mensagens marcando encontros com diversas mulheres, algumas falando de mim de uma forma nada respeitosa. Ali foi a gota d´água. Ele recém havia voltado de uma viagem e mal tinha entrado em contato conosco, apesar de a nossa filha mais velha ter ficado hospitalizada durante uma semana. Depois, descobri que ele estava com outra mulher no Rio de Janeiro, enquanto eu estava aqui cuidando da família”. Ela também recorda que o marido não agia como se fossem realmente um casal, em que os bens seriam divididos. “Dizia que eu não teria direito a nada. Sempre teve esse tipo de chantagem psicológica para tentar evitar a separação”, lamenta.

A psicóloga Daniela Zanetti, especialista em terapia de casal e família, explica que a chantagem emocional e a manipulação podem fazer com que muitas mulheres tenham dúvidas se estão realmente em um relacionamento abusivo. “É preciso estar atento aos sinais, principalmente o controle e o ciúme excessivos, camuflados de amor e cuidado”, enfatiza. Ela destaca que a tecnologia pode ser usada como uma forma tóxica de fiscalização constante, por meio de aplicativos com GPS que monitoram os passos da parceira. “O ideal é não dar espaço para esse tipo de comportamento, já que um relacionamento saudável pressupõe confiança”, aconselha Daniela.

 

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VIOLÊNCIA PATRIMONIAL

No caso de Maria, mais do que estar em um relacionamento abusivo, ela ainda sofria com a violência doméstica. Ela não sofreu nenhum tipo de agressão física ou sexual, mas ela foi vítima de outros tipos de violência: psicológica, moral e patrimonial. Segundo a Lei Maria da Penha, a primeira é entendida como qualquer conduta que cause dano emocional e que tenha por objetivo, entre outras coisas, controlar a vítima mediante ameaça, constrangimento, humilhação, insultos e ridicularização. Enquanto a violência moral diz respeito às ações que configurem calúnia, difamação ou injúria. Já a violência patrimonial, segundo o texto, é “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoas, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.”

Maria percebe que o dinheiro sempre desempenhou um papel central no relacionamento com o ex-marido. Ele nunca quis, espontaneamente, proporcionar uma vida confortável para as próprias filhas, por exemplo. Ele reclamava de cada gasto. Roupas infantis, brinquedos e mensalidades escolares eram tratados como uma exploração por parte de uma mulher gananciosa e pouco confiável. Por outro lado, entendia que sua única responsabilidade era a financeira, tanto que era um pai ausente emocionalmente e pouco disposto a se envolver nos cuidados com as filhas e nas tarefas domésticas. “Se chegava em casa e a janta não estava pronta, me humilhava na frente das crianças”, recorda. Quando ela descobria traições, a reação do marido era sempre a mesma: dizer que não era importante, que ficaria tudo bem e convidá-la para ir a um shopping para comprar um presente ou dizer que faria uma transferência bancária generosa. “Para ele, o dinheiro comprava tudo.”

A psicóloga Daniela Zanetti explica que, em casos como o de Maria, também é comum o homem sugerir que a mulher largue o emprego ou tenha uma atividade profissional com menos carga horária do que o usual, fazendo com que a remuneração da parceira seja a menor dentro do relacionamento. “É uma forma de o controle se estabelecer. Em um primeiro momento, o discurso é de cuidado e preocupação, para que a mulher tenha mais tempo livre para se dedicar para a família, por exemplo.” De acordo com a especialista, o abusador espera essa nova dinâmica se estabelecer para, então, reclamar da falta de dinheiro e do fato de ser o principal provedor da casa. “É um discurso ambivalente, que oscila entre momentos de agressividade e demonstrações de afeto, desestabilizando a parceira.” Em relacionamentos tóxicos, despesas familiares são tratadas como uma forma da mulher “se aproveitar” do marido.

O Brasil ainda carece de dados no que tange à violência patrimonial. Não há informações sobre o número de casos no país. O Dossiê Mulher 2018 (ISP/RJ), do Instituto Patrícia Galvão, é o que temos de mais concreto. O documento indica as mulheres foram as maiores vítimas do crime no Estado do Rio de Janeiro em 2017. O principal tipo foi o dano, que aparece em 50,4% dos casos, seguido da violação de domicílio (41,8%) e da supressão de documentos, 7,8%. Além disso, o texto mostra que 43,3% dos casos ocorreram na casa da vítima, por namorados, maridos ou ex-companheiros. Se forem somados os pais, padrastos, parentes e conhecidos, o número chega a 59,9%.

A fundação americana Purple Purse, que se dedica a quebrar o ciclo de violência por meio do empoderamento financeiro indica que, nos Estados Unidos, 99% dos casos de violência doméstica envolvem abuso financeiro. “Acontece todos os dias e não discrimina. Afeta todas as classes, raças e comunidades. E homens são vítimas também.” Para testar a solidariedade dos americanos, a organização produziu um vídeo em que uma mulher esquece uma bolsa roxa (purple purse em inglês) em um táxi. Assim que um novo passageiro entra no veículo, o telefone celular está dentro da bolsa começa a receber mensagens ameaçadoras, supostamente do parceiro. Em seguida, a mulher liga para próprio aparelho em busca de seus pertences. O vídeo abaixo mostra alguns dos casos em que as pessoas se preocuparam com o bem-estar da dona da bolsa roxa.

A Purple Purse recomenda ficar alerta aos primeiros sinais. Como qualquer violência doméstica, a violência patrimonial começa com um padrão abusivo de comportamento, usado para controlar e intimidar a parceira. É uma conduta que começa de forma sutil, progride com o tempo. Além da chantagem emocional e das ações listadas pela psicóloga Daniela Zanetti, a organização ainda indica que há outras maneiras pelas quais o companheiro pode tentar assumir o controle dos recursos financeiros da mulher. As principais delas são: restringir os gastos diários; desviar recursos da esposa; impedir o acesso às contas bancárias; sabotar a educação e o emprego da parceira; excluir a mulher do planejamento financeiro; e criar dívidas.

Fontes: Daniela Zanetti, psicóloga, especialista em terapia de casal e família / Lei Maria da Penha

Para quem olha a situação de fora, pode parecer impossível que uma mulher não se afaste de alguém que a agrida diariamente. Que a faça sofrer. Que a humilhe e insulte constantemente. Mas a violência patrimonial paralisa. Não bastassem chantagens emocionais e as constantes ameaças, a supressão de documentos e a limitação de acesso aos recursos financeiros do casal deixam a mulher isolada e sem ter a quem recorrer. No website da fundação Purple Purse, os visitantes são convidados a assumir o papel da vítima em uma situação de violência doméstica durante uma experiência de realidade virtual chamada Trapped – Descubra por que vítimas de violência doméstica não podem sair de casa.

Nós decidimos fazer o teste. Assim que a experiência começa o visitante assume o papel de uma mulher de 33 anos que é dona de casa, tem filhos e é casada desde o final da faculdade. Nos últimos anos, o estresse do trabalho, segundo o texto, transformou o temperamento do parceiro de ciumento para controlador até que chegou ao ponto da agressão física. Ela já não se sente mais segura na própria casa. Neste momento, a pessoa pode escolher entre sair ou permanecer. Nós clicamos no botão que indicava a saída e prontamente surgiu a dúvida: para onde você vai? Uma das opções era família, e foi a que nós escolhemos. Em seguida, surgiu o seguinte texto: 65% das americanas não acreditam que sua família saberia se elas estivessem em um relacionamento financeiramente abusivo. A experiência continua e é aterrorizante.

Você pode ver como funciona aqui – apenas tenha cuidado, pois pode ativar gatilhos
Foto: Reprodução

“As pessoas acham que você pode simplesmente sair; que você pode simplesmente se levantar e ir. Não é sempre assim”, diz Susan, em um dos depoimentos disponíveis no site. “Nós ficamos juntos por dois anos e eu levei dois anos para me afastar dele. Não era claro para mim o quão profundo havia sido o abuso financeiro”, completou Krista. Mas para Ana a violência era muito clara. Ela já havia apanhado do namorado incontáveis vezes quando decidiu terminar a relação. Mas ele não aceitou. Além de espancá-la, recusava-se a sair do imóvel que ela tinha comprado sozinha, com muito esforço. Só o fez quando ela decidiu chamar a polícia, mais de um ano depois. Ainda assim, ele espreitava a casa à noite na tentativa de intimidá-la. Foram anos até que ela pôde sentar na sacada sem medo.

Maria também tinha receio de romper com aquele relacionamento, apesar das infidelidades e da ausência de demonstração de afeto para ela e as crianças. Ela tinha medo de não conseguir manter o padrão de vida e de prejudicar financeira e emocionalmente as filhas. E essa é, de fato, uma das principais preocupações das mulheres que sofrem com a violência patrimonial, elas tem medo de não conseguir pagar as contas, receiam passar por dificuldades extremas e sofrem com a possibilidade de não poder sustentar os próprios filhos.

A saída de um relacionamento abusivo não é simples nem rápida. Algumas mulheres não tem a quem recorrer, estão alienadas dos amigos e familiares e sem acesso a recursos financeiros. Há mulheres que não tem para onde ir. Há mulheres sem emprego, cuja única fonte de renda era o marido. Mesmo assim, a psicóloga Daniela Zanetti insiste que é preciso procurar ajuda profissional, antes de qualquer coisa. Se a mulher tiver condições financeiras, deve procurar um terapeuta. No caso de mulheres vulneráveis, a orientação é procurar ajuda de uma assistente social, que fará o encaminhamento adequado. “O psicólogo dará o apoio necessário para a mulher começar a reagir àquela situação”, garante Daniela Zanetti. A profissional explica que cada paciente tem suas particularidades, tanto no tempo para se dar conta dos danos provocados por uma relação tóxica quanto para recuperar a autoestima e independência emocional. “Depois desse fortalecimento é que podemos trabalhar, durante a terapia, em questões mais práticas.”

Fonte: Daniela Zanetti, psicóloga, especialista em terapia de casal e família

A psicóloga ressalta que o principal nesse momento de fragilidade é a mulher não ter vergonha de suas atitudes e decisões, caso tenha se afastado de amigos e familiares em função de um casamento que revelou-se abusivo. “Ter uma rede de apoio é fundamental para essas mulheres”. Passado o início desse processo de cura, a fundação Purple Purse ainda orienta que a mulher procure informações sobre educação financeira.

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EDUCAÇÃO FINANCEIRA

No caso de vítimas de violência doméstica, a educação financeira pode ser o passo definitivo para encerrar um ciclo de violência patrimonial que tem uma raiz profunda na sociedade patriarcal em que as mulheres não são educadas para lidar com o dinheiro. E é muito mais que planejamento. Consiste numa série de ações que tem por objetivo diminuir despesas, aumentar ganhos e, eventualmente, investir e acumular recursos. Ou seja, é um conjunto de práticas que minimizam os riscos no que diz respeito à situação financeira com escolhas conscientes e planejadas.

Com isso em mente, a educadora financeira Leila Ghiorzi e a advogada Gabriela Souza pensaram a oficina “Dinheiro também empodera: como o autocuidado financeiro pode proteger as mulheres da violência doméstica”, em Porto Alegre.

“Nós vivemos em uma sociedade muito machista e patriarcal e isso faz com que tenha, sim, uma bagagem diferente com relação aos gastos”,  disse Leila. Ao homem, cabe o fardo de ser o responsável pelo sustento de uma família, à mulher, cabe o fardo de ser submissa e dependente financeiramente. “Isso é construído socialmente. A questão de o homem ter que arcar com tudo vem de uma época em que a mulher não podia trabalhar e do mito que a mulher é interesseira. Essa é uma herança de quando a única forma de ascensão social da mulher era casar com um homem rico. Era a única forma, porque não podia sair da casa dos pais sem casar, não podia trabalhar, então era única a opção. Mesmo que isso significasse passar por certas humilhações e violências pra manter o casamento”, explicou. E, como vimos anteriormente, é fato que muitas relações ainda se sustentam porque, se o casal se separar, a mulher não tem como se sustentar financeiramente.

Isso não significa que as mulheres gastem mais, não há evidências que comprovem esse fantasia sustentada por muitos machões. Por outro lado, as mulheres pedem mais ajuda. E essa é uma porta importante para conectar a educação financeira à quebra do ciclo da violência doméstica.

Leila conta que já atendeu diversas mulheres que procuraram ajuda para organizar a vida financeira e que não percebiam que estavam sendo vítimas de violência patrimonial. E as situações eram as mais variadas, inclusive casos em que a mulher ganhava mais dinheiro mas era o companheiro quem gerenciava os recursos da casa – e não por uma opção dela. Na oficina, essa porta fica ainda mais aberta, pois é um espaço seguro de compartilhamento. “Acontece muito de alguém ouvir uma história e dizer: “Ah, eu já passei por isso e não tinha me dado conta que era violência.” Por isso a fundação Purple Purse recomenda que, após a ajuda psicológica, a educação financeira seja o primeiro passo para se livrar de uma relação abusiva e da violência patrimonial.

Mas não é um processo simples. Leila diz que não há um modelo estanque a ser seguido por todas as mulheres, até porque a violência patrimonial ocorre com mulheres de todas as classes, mas há alguns passos que por onde se pode começar. Primeiro a pessoa precisa procurar orientações sobre como reorganizar as finanças, fazer um mapeamento da própria condição e um levantamento dos danos. Se houver muitas dívidas, Leila sugere que se procure a Central de Mediação de superendividamentos, na Justiça Estadual. Depois disso, é possível tomar medidas mais simples. “É importante que a pessoa entenda que o dinheiro é limitado. Não dá pra fazer tudo. Então, tem que direcionar para aquilo que faz sentido. Por exemplo, não tem porque pagar tarifa bancária quando há bancos digitais com contas gratuitas”, explica Leila. Então, a primeira recomendação é procurar um banco que não cobre tarifas para a manutenção da conta. Além disso, seguindo uma recomendação da Purple Purse, é importante que essa conta seja individual, para que nenhuma outra pessoa tenha acesso. A seguir, é recomendado que faça um pente fino nas contas fixas. “Liga para as operadores, tenta reduzir as contas de internet, TV, celular, vê o que é preciso manter e o que não é. O segredo é identificar as áreas em que não faz sentido gastar”, explica Leila. Por fim, conforme as finanças forem se reorganizando, é importante guardar dinheiro para uma reserva de emergência. “O ideal é que se tenha, pelo menos, o suficiente para viver por três meses”.

Fonte: Leila Ghiorzi, educadora financeira / Purple Purse Foundation

A educação financeira não é, obviamente, a solução para todos os problemas. Especialmente em um país como o Brasil, em que muitas mulheres, além da violência, são acossadas pela desigualdade e pelo racismo, que também são formas de violência. Especialmente em um país em que o machismo ainda está entranhado nas relações sociais. Mas a ideia de entender a educação e a inclusão financeiras como ponto de partida para a transformação pode ser potente.

E Maria é um exemplo disso. “Eu posso estar mais apertada financeiramente por ter assumido mais despesas, mas estou muito mais feliz e tranquila. E as minhas filhas também. Consegui reduzir o que era supérfluo sem prejudicá-las.” Passados dois anos da separação, o apartamento dos sonhos é alvo de uma disputa extrajudicial e a pensão alimentícia das filhas ainda não foi acertada. “Todo mês, eu preciso negociar os valores a serem pagos. Percebo que é uma forma de tentar manter o antigo controle e poder, mas isso não me afeta mais. Espero conseguir passar o imóvel para o nome das minhas filhas. Ele já comprou outro apartamento, então lugar para morar não é um problema para ele.”

Ela também conseguiu se recuperar emocionalmente. Pouco depois da separação, começou um novo relacionamento. Um namoro em que o dinheiro não é o mais importante e em que as demonstrações de afeto e cuidado para ela e as filhas fazem parte do dia a dia. Olhando para trás, a sensação é de alívio. “A gente não sabe como pode terminar uma relação tão doentia, com uma pessoa que acha que pode comprar tudo, que considera o dinheiro mais importante do que o afeto.”

* Os nomes e profissão foram trocados a pedido das entrevistadas.

Foto de capa: Montagem / Geórgia Santos

Geórgia Santos
Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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