Apesar de o presidente Jair Bolsonaro querer indicar um amigo para o comando da Polícia Federal e proteger o 01, 02, 03 e sabe-se lá quem mais, hoje nós voltamos a falar da pandemia de coronavírus propriamente dita.

No último final de semana, a influenciadora Gabriela Pugliesi deu uma festinha em casa – com convidados. No dia seguinte, ela pediu desculpas, disse que estava super mal. Essa não foi a primeira vez que ela foi irresponsável com relação ao novo coronavírus. No início da pandemia, ela foi infectada no casamento da irmã, assim como dezenas de pessoas. E sem a menor noção de coletividade, ela agradeceu ao vírus.

Assim como Pugliesi o fez, tem sido rotina furar a quarentena em inúmeras cidades do país. Em grandes capitais, parques cheios de pessoas confraternizando. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com o agravante do chimarrão compartilhado. Do Rio Grande do Sul também vem outro exemplo de falta de coletividade, já que a secretaria estadual da Saúde tem identificado diversos focos de surto de coronavírus em frigoríficos. Empresas que não tem oferecido segurança aos funcionários e, quase como que atendendo a um desejo do governo federal, é como se estivesse cada um por si.
Mas o que a Pugliesi tem a ver com os frigoríficos e com as pessoas passeando nos parques? Talvez a pandemia tenha exaltado a fragilidade do nosso senso de comunidade. Será que sairemos melhores dessa ou teremos um rompimento maior?

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flavia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no SpotifyItunes e Castbox

Geórgia Santos
Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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