Nesta semana, a doença do presidente que anda para a CPI , os militares saindo da caserna e um ministro terrivelmente evangélico.

O presidente Jair Bolsonaro passou mais de dez dias com soluços. Passou mal em um jantar em Bento Gonçalves, no rio grande do Sul, e, segundo pessoas próximas, não estava nada bem. Depois de praticamente desintegrar diante do público, foi internado com fortes dores abdominais. Bolsonaro está doente. Talvez ele não esteja tão tranquilo com relação à CPI como quer fazer crer.

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Nem Bolsonaro, nem os militares, que se ofenderam com as declarações do presidente da CPI, senador Omar Aziz
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Os militares foram longe demais. Em nota assinada pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, da Marinha, Almir Santos, e pelo da Força Aérea, Carlos Baptista Júnior, os militares afirmam que “não aceitarão qualquer ataque levado às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. A pergunta que fica é: vão fazer o que? Lembrando que até o momento, a CPI da Pandemia identificou integrantes e ex-integrantes das Forças Armadas ligados a denúncias de corrupção na aquisição de vacinas.


E não podemos esquecer que a CPI está em um novo momento, afinal, o presidente Omar Aziz mandou prender o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

E em meio a isso tudo, o presidente Jair Bolsonaro cumpre uma promessa de campanha. Em um aceno, ou melhor, com um sinalizador em chamas para chamar a atenção das bases mais conservadoras, Bolsonaro indicou um nome “terrivelmente evangélico” para ocupar a vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. André Mendonça é o atual advogado-geral da União. Só para lembrar, o pastor presbiteriano mandou a Polícia Federal investigar os críticos do presidente quando esteve à frente do Ministério da Justiça.

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

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Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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