Nesta semana, o petardo da Folha e a queda do rei. Será que a corrupção derruba Bolsonaro?

O representante de uma vendedora de vacinas afirmou, em entrevista à jornalista Constança Rezende, da Folha de São Paulo, que o Governo Bolsonaro pediu  propina de UM DÓLAR por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Luiz Paulo Dominguetti Pereira se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply.

O esquema é obscuro e tudo leva a crer que a tal da empresa é picareta. Essa poderia ser uma justificativa de Jair Bolsonaro para se defender. Mas aí o governo faz o que? Exonera o diretor de Logística do Ministério da Saúde. Roberto Ferreira Dias seria o contato do tal representante e a pessoa a cobrar a propina. E na quarta-feira pela manhã a Folha divulga que emails mostram que o governo negociou oficialmente a compra de vacinas com essa empresas.

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Lembrando que há investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin. O esquema foi denunciado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão do deputado, o servidor Luis Ricardo Miranda, chefe do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Os irmãos prestaram depoimento na CPI da Covid e, à comissão, o deputado afirmou que ouviu de Bolsonaro, durante encontro em março, que as tratativas suspeitas  eram “coisa” do Barros, referindo-se ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

E ainda tem o depoimento de Carlos Wizard na CPI da Covid. O empresário é suspeito de integrar o gabinete paralelo e chegou à CPI segurando uma placa em que se lia: Isaías 41:10. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”

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Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

 

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Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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