A primeira morte por coronavírus aconteceu há um ano, no Brasil. E agora chegamos à marca de 280 mil vidas perdidas em função da Covid-19 no país. E o que o governo federal e o presidente da República estão fazendo? Colocando um ministro novo e fazendo uma política velha. 

Pouco, ou quase nada. Depois de dizer que máscaras não funcionam, que lockdown é inútil, que não vai se vacinar, depois de recusar milhões de doses de vacinas, depois de fazer absolutamente tudo para que o vírus continue circulando, Jair Bolsonaro resolveu trocar o Ministro da Saúde. De novo.

A primeira sondagem foi com a médica Ludhmilla Hajjar, que se mostrou favorável à necessidade do lockdown regionalizado e contrária ao tratamento precoce. Ela, que já poderia parecer suspeita a uma parte da população por aceitar conversar com Bolsonaro, virou alvo da outra metade. Bolsonaristas ameaçaram inclusive a integridade física da médica, segundo ela contou em entrevista à Globonews. E qual foi a resposta do presidente com relação a isso? Que faz parte.

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O novo ministro da saúde, então, é o médico Marcelo Queiroga. O cardiologista afirmou à CNN que lockdown só deve ser aplicado em “situações extremas”
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Se isso não é situação extrema, não sabemos o que é. Para termos dimensão da gravidade do momento, conversamos com o Dr. Alexandre Zavascki, médico infectologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre  e professor da UFRGS, que ressalta o papel fundamental do presidente na desinformação.

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no SpotifyItunes e Castbox

Geórgia Santos
Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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