Nesta semana, a nossa jornada. A nossa, aqui no Bendita, que começa lá em 20 de setembro de 2018, e a nossa, do povo brasileiro, ao longo de quatro anos de governo de Jair Bolsonaro. Às vésperas da eleição, está nas nossas mãos, finalmente, mudar. Chegou a hora.

Foram quatro anos de abuso de autoridade, de violência, de destruição, de morte, de abandono, de mentira, de apagamento de memória, de exaltação daquilo que já destruiu o Brasil não tanto tempo atrás. Foram quatro anos de banalização de tragédias. De deboche, de incompetência, de crueldade, de retrocesso, de atraso. Não tem Deus, não tem pátria, não tem família que resista.

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Deus? Que tipo de cristão deseja a morte? Que tipo de cristão faz arminha com a mão? Que tipo de cristão ignora a fome dos seus? Que tipo de cristão deboche da morte?

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Pátria? Que tipo de patriota deixa a Amazônia ser destruída? Que tipo de patriota endossa o extermínio de povos originários? Que tipo de patriota deixa o povo com fome? Que tipo de patriota ri de quem não consegue respirar?

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Família? Que tipo de família ele defende que não tem amor? Que prefere filho morto? Que olha pra filha como fraquejada? Que olha para as mulheres com desprezo?

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Já são quatro anos de um governo que vive de espantalhos. Espalham medos de coisas que sequer existem enquanto ignoram problemas reais. Falam em proteger crianças, mas elas estão com fome. Falam que cuidam das mulheres, mas elas são xingadas em rede nacional pelo presidente.

Como consequência, foram quatro anos de muita resistência e resiliência. Cada um fez o que pôde, às vezes “só” existindo. A gente fez o que pôde, aqui, na nossa pequena trincheira. E agora, estamos a poucos dias de mudar o rumo da história e recomeçar.

A apresentação é de Geórgia Santos. Participam Flávia Cunha e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

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Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.