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Nesta semana, a 20 dias das eleições, o mistério – não tão misterioso assim – da frente ampla.

Há dois anos, há um ano, os democratas deste país clamavam por uma Frente Ampla que fosse capaz de derrotar não apenas Jair Bolsonaro, mas o bolsonarismo e o retrocesso que ele representa. E aqui não se trata de ideologia ou visão de mundo. A questão é preservação das instituições que garantem um sistema democrático no Brasil. Ou pelo menos um sistema que não seja institucionalmente violento.

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O clamor pela Frente Ampla tem razão de ser, afinal, essa não é uma eleição qualquer

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Todos nós vimos o que o candidato da extrema-direita foi capaz de fazer em quatro anos. Ameaçar adversários, debochar da fome, rir dos doentes, humilhar mulheres, ofender negros, xingar homossexuais. O candidato da extrema-direita homenageia um regime que matou e torturou opositores, trouxe de volta a miséria e fez os preços dispararem. É o candidato da extrema-violência.

Então, seria mais do que natural que partidos e políticos que defendem a democracia e o Brasil se unissem contra quem ameaça o povo brasileiro em tantas instâncias. E foi isso que vimos quando nos foi apresentada a surpreendente chapa Lula-Alckmin. Com apoio do PSOL de Guilherme Boulos e agora da Rede e de Marina Silva. Com apoio de parte do MDB de Simone Tebet e outros partidos de centro-direita. Falta uma força, nessa equação. E é sobre isso que a gente vai falar hoje.

Na última pesquisa do Ipec, Lula passa de 44% para 46% e Bolsonaro mantém 31%. Mas a mesma pesquisa aponta possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno, já que ele tem 51% de intenção dos votos válidos. Isso depois do vexame do 7 de setembro. Soma-se a isso Jair Bolsonaro baixando a bola e os militares tentando interferir na apuração e sobram motivos para não arrastar essa eleição por mais tempo.

A apresentação é de Geórgia Santos. Participam Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

 

Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.