Nesta semana, o pote de sorvete à tortura, e um deputado fujão no meio. Que as pessoas estão doidas, não é novidade, mas o Brasil de 2022 tem testado os limites do aceitável em redes sociais e fora delas.



Dentro das redes sociais, um brigadeiro escondido vira pedofilia e potes e sorvete tornam um pai carinhoso em escravocrata. Mas isso entre anônimos. Entre figuras conhecidas, o buraco é mais embaixo. Temos deputado filho de presidente ironizando a tortura que uma jornalista sofreu durante a ditadura militar.

A jornalista Miriam Leitão se posicionou em prol da democracia em uma coluna de jornal. E isso significa, obviamente, se posicionar contra a reeleição de Jair Bolsonaro. Pois o deputado federal Eduardo Bolsonaro não gostou e disse que tinha pena da cobra. Pra quem não sabe, Miriam Leitão foi torturada durante a Ditadura Militar no Brasil. Ela foi colocada em uma cela escura, enquanto estava grávida, na companhia de uma cobra. Mas sabe do que mais? Tem gente que se diz democrática que acha que ela mereceu o deboche do 03.

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Mas fora das redes sociais a coisa não está menos complicada

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O deputado Daniel Silveira, agora, colocou a tornozeleira eletrônica. Mas não sem antes ter passado a noite dentro do gabinete, dentro da Câmara dos Deputados, dizendo que não cumpriria a ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Mais uma bravata bolsonarista pra conta.

Mas será que tudo isso é aleatório? Será que tem a ver com eleição? Será que é paranoia nossa? Vamos tentar descobrir. Porque ainda tem escândalos no Ministério da Educação e compra superfaturada de ônibus.

A apresentação é de Geórgia Santos. Participam Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

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Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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