O ano foi interessante. Mesmo tendo visto menos filmes em comparação com os últimos anos, foi mais difícil formar a lista, deixando bons títulos fora dela. Mas toda lista é uma definição de critérios, de algum rigor, de uma possibilidade de identificar um conjunto representativo de filmes. Não é trivial o fato de que, com a exceção de dois ou três, os demais explicitem politicamente as tensões e as contradições que suas imagens fazem circular, ecoando – com licença – uma “relação espiritual” entre eles. A contragolpe da amargurada reversão nas políticas culturais (e em todas as outras) que este ano experimentou, principalmente o cinema brasileiro mostrou fôlego e renovação. Parece-me desleixada uma lista que se esqueça de pelo menos um filme nacional lançado em 2019. Sem ir muito além disso, digo logo que os meus filmes favoritos, neste ano, são estes:

  1. O Irlandês, de Martin Scorsese (EUA)
  2. Parasita, de Bong Joon-Ho (Coréia do Sul)
  3. Imagem e Palavra, de Jean-Luc Godard (França)
  4. Bacurau, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho (Brasil)
  5. No Coração do Mundo, de Gabriel Martins e Maurilio Martins (Brasil)
  6. Synonymes, de Nadav Lapid (Israel/França)
  7. Vidro, M. Night Shyamalan (EUA)
  8. Nós, de Jordan Peele (EUA)
  9. Temporada, de André Novais (Brasil)
  10. Era uma vez em… Hollywood, de Quentin Tarantino (EUA)
  11. Santiago, Itália, de Nanni Moretti (Itália)
Pedro Henrique Gomes
Author

Crítico de cinema. Membro da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. É um dos editores do Zinematógrafo e colaborador das revistas Janela e Teorema. Publica no blog Tudo É Crítica.

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