Hoje é celebrado o Dia do Orgulho LGBT+

O 28 de junho nos leva à Nova York de 1969, quando frequentadores do Stonewall Inn reagiram à constante interferência da polícia no estabelecimento – motivada, obviamente, por intolerância. Para aquela noite estava programada mais uma batida policial no famoso bar gay de NY. Mas não foi o que aconteceu. Gays, lésbicas e travestis que estavam no local se rebelaram contra a ação e mudaram para sempre a história do movimento LGBT. O que era para ser (mais)  uma noite de opressão deu início a uma série de protestos pelo fim da discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero. No ano seguinte, a resistência seria marcada pela primeira marcha do Orgulho nos Estados Unidos, movimento que inspirou tantos outros pelo mundo.

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Quase 50 anos depois, o 28 de junho é conhecido como dia de luta contra o preconceito. Conhecido como dia de Pride, de Orgulho de ser quem se é. Assim mesmo, em caixa alta.

 

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Até o movimento iniciado em Stonewall, a mobilização dos grupos gays nos EUA era focada na aceitação dos homossexuais. Então, a revolta de 1969 foi um divisor de águas na luta por direitos da população LGBT+. A partir daquele momento, ser gay passa a ser uma forma de desafiar também as estruturas sociais heteronormativas. Consequentemente, há um aumento importante no coro do movimento e uma série de conquistas fundamentais.

Mas ainda há um caminho longo pela frente, especialmente para o Brasil. Todos os anos o Grupo Gay da Bahia (GGB) monitora o assassinato de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil. Os dados são assustadores: 2017 registrou um aumento de 30% nos homicídios de LGBTs em relação a 2016. Foram 445 mortes no ano passado e 343 no ano retrasado. O Brasil ainda ostenta o título de país mais violento do mundo para pessoas trans, por exemplo. Levantamento da ONG Transgender Europe indica que houve 868 mortes entre 2008 e 2016. O segundo colocado, o México, registrou 257 no mesmo período.

O Vós tem muito orgulho de fazer parte do grupo de defende e apoia o movimento pelos direitos LGBT+. A nossa forma de contribuir é trazendo à tona assuntos cruciais da comunidade para que a sociedade tenha elementos para refletir. E fazemos isso por meio desta coluna. Por isso, escolhemos alguns textos fundamentais que já foram publicados por aqui. Orgulhe-se!

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Não é qualquer crime, é crime de ódio – e ele só aumenta no Brasil
LGBTs no centro das decisões políticas – por que não?
Discutir gênero e sexualidade nas escolas é mais do que urgente, é vital
Ativistas trans se reúnem em Porto Alegre para debater construção de políticas públicas e luta por direitos
Eu poderia ter sido uma vítima da “cura gay”
Geórgia Santos
Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

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