Hoje, há 1173 espécies (táxons) ameaçadas de extinção no Brasil. Levantamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica como ameaçados 110 mamíferos, 234 aves, 80 répteis, 41 anfíbios, 353 peixes ósseos e 55 cartilaginosos, 1 peixe-bruxa e 299 invertebrados.

.

Brasil
448 espécies vulneráveis (VU)
406 espécies em perigo (EN)
318 espécies criticamente em perigo (CR)
1 espécie extinta na natureza (EW)

.

O processo de extinção está relacionado ao desaparecimento de espécies ou grupos em um determinado ambiente ou ecossistema. Isso pode ser um evento natural, assim como o surgimento de novas espécies. Mas a humanidade acelera muitos, se não a maioria, desses processos.

Geralmente, as espécies desaparecem em função da perda e degradação do habitat, algo que acontece com o desmatamento, expansão agrícola e urbana, além da instalação de hidrelétricas, portos e mineradoras. Outro problema é a pesca excessiva, no caso das espécies aquáticas, e a caça.

Um indício de que a mão do homem é responsável pelo fato de tantas espécies estarem ameaçadas de extinção é a velocidade com que se tornam vulneráveis. No Livro Vermelho da Fauna Brasileira publicado em 2008, o Brasil tinha 627 espécies ameaçadas de extinção. Em 1989, a lista continha 218 animais, embora não incluísse peixes e outras espécies aquáticas.

.

Que animais são esses?

A lista completa está disponível aqui. É comum que a gente desconheça a maioria dessas espécies, mas há muitos animais que conhecemos muito bem. Alguns são símbolo da nossa fauna, como a onça-pintada, que está cada vez mais próxima da extinção. Sem contar os pequenos animais, facilmente esquecidos, como espécies de rãs e sapos, fundamentais para o equilíbrio do ecossistema.

.

Fenômeno global

Em novembro de 2014, a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN foi atualizada. Com os novos dados, chegou-se à conclusão de que mais de 22 mil espécies correm risco de desaparecer do planeta.

Neste ano, por exemplo, faleceu o último macho de rinoceronte-branco do norte. Sudan morreu aos 45 anos de idade. Eles foram rapidamente dizimados em função da caça predatória. Pesquisadores tentam recuperar a espécie com fertilização in vitro de uma fêmea de rinoceronte-branco do sul, com óvulos das últimas duas fêmeas de rinoceronte-branco do norte – e o sêmen de Sudan.

Mas há velhos conhecidos nessa lista, como o panda, o gorila das montanhas e o urso polar. Todos lembramos do urso polar faminto e desnutrido à procura de comida.

Acho que  já passou da hora de mudarmos nossos hábitos.

Imagens: Pixabay

Geórgia Santos
Author

Jornalista, radialista, cientista política e uma viajante inveterada. Tem uma relação de amor com a comida. Gringa, não recusa um vinho e uma polenta. Fez da viagem um objetivo de vida. Lisboa é um dos seus lugares preferidos no mundo, embora as melhores histórias estejam na Itália.

Comentários no Facebook