Criar filhos, educar, ver crescer é lindo. Mas dá um trabalho!!!

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Um trabalho quase sempre gostoso. Aquele serzinho ali tem personalidade, vontade. É uma pessoa. Mesmo. Então tu diz uma coisa pra ele. Ele ouve. Ele interpreta. Parece telefone sem fio.

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Tu diz: Que rua barulhenta. Ele ouve: Tá uma manhã muito cinzenta. Então, entre o que a gente ensina e como eles aprendem, tem um longo caminho. Caminho esse que pra nós tem sido divertido

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Eu sempre estimulo os guris a darem oi pra pessoas. Não gosto de ficar obrigando, mas sempre dou exemplo. Principalmente com as pessoas idosas. Acho lindo eles cumprimentarem e derreto quase sempre com o sorriso que se abre do outro lado. Hoje passou uma velhinha por nós, tinha jeito de triste. Os guris estavam lanchando, estávamos na praça. Os dois ficaram quietos, só olhando. Eu dei oi, ela sorriu. Eles quietos. Eu disse: filho, porque não deu oi? O Benjamim respondeu: mamãe, tu precisa saber o que tu quer, ou eu dou oi ou eu não falo de boca cheia, não sei o que fazer!

*Os guris quase sempre fazem as ilustrações aqui da coluna. Hoje expliquei pro Benjamin sobre o que ia escrever e pedi, como de costume, que ele desenhasse o que tinha entendido. Ouvi: não tô com vontade. Posso desenhar um tigre? E ta aí a ilustração, dando mais sentido ao que falei.

Author

Ela respira teatro. Atriz, diretora, produtora. Coordena o grupo Cuidado Que Mancha e o Espaço Cuidado Que Mancha. Péssima cozinheira, ótima de apetite. Já fez muitas coisas legais na vida, mas nada tão legal quanto o Benjamin e o Tom, os filhos. Por causa deles, pensa a maternidade meio que o tempo todo. Essa inquieta adora viajar e tem medo de galinha – menos no prato.