Devia ter psicotécnico pra ser pai e mãe. A gente devia fazer um teste antes. Devia mesmo. Pra ver se está apto ou não

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Aquela maternidade de bebê fofinho, quietinho, puro sorrisos não existe. Bebê chora. Faz cocô. Xixi. Chora.  Vomita. Chora. Acorda no meio da noite. Chora. E a gente só fica sabendo disso, de verdade, depois que eles nascem. Por mais que a gente leia e se informe antes, a ficha só cai quando tu passa mais outra e outra noite sem dormir. E chora, igual a um bebê.

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Por isso acho injusto ser assim, de supetão.

Sem aviso. Sem test-drive

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Não dá pra trocar por um que não chore? Não não dá. Sabe aquela massagem que tu ganhava do marido/mulher? Sabe aquele cineminha? Festa? Isso vai virando uma lembrança cada vez mais vaga. A gente troca amigos que bebem por amigos com bebê. Claro que nem todos. Esses exemplares raros existem. Não sou um deles.

Mas o que existe nos filhos que faz a gente passar por tudo isso e amá-los cada vez mais? Existem eles mesmos. Chorando, fazendo manha… mas sorrindo, conversando, brincando. De um jeito tão intenso que faz aquilo tudo desaparecer. E até ter vontade de ter mais outro filho.

Essa foto é de um dos lindos bonecos que a Marta Castilhos produz. Para quem quiser saber mais sobre o trabalho dela, o email é castilhosmarta@gmail.com. Trabalho bom de gente boa! Vale muito.

Author

Ela respira teatro. Atriz, diretora, produtora. Coordena o grupo Cuidado Que Mancha e o Espaço Cuidado Que Mancha. Péssima cozinheira, ótima de apetite. Já fez muitas coisas legais na vida, mas nada tão legal quanto o Benjamin e o Tom, os filhos. Por causa deles, pensa a maternidade meio que o tempo todo. Essa inquieta adora viajar e tem medo de galinha – menos no prato.