Duas coisas me chocaram muito quando era pequena: descobrir como se faz um bebê e descobrir que o Papai Noel não existe. Ops. Espero que nenhuma criança esteja lendo. Sobre a primeira, falaremos outra hora…

A gente sempre acaba sabendo de uma história triste sobre a descoberta da não existência do bom velhinho. Essa semana mesmo ouvi uma.

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“Minha mãe fica sequeladada quando tá com sono. Quando era pequena, perguntei pra ela, que tava quase dormindo: Mãe, é verdade que papai noel não existe? E ela: Sim, é verdade. Segui: Nem a Fada do Dente? Nem. E o Coelhinho da Páscoa? Também não.” A mãe com sono contou TODA a verdade para a filha de cinco anos.

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Hoje mesmo meu filho me viu com dois presentes na mão. Comprei para meu irmão e cunhada. Ele perguntou para quem era. Eu respondi imediatamente: pro tio e pra tia. Ele: porquê? Eu respondi imediatamente: presente de Natal, ué? Ele: mas não é o Papai Noel quem dá? Eu: …

Ele tem sete anos. Sei que é o último Natal em que vai acreditar no Noel. E daí é certo que o de 4 também vai descobrir. Nunca fomos entusiastas do Natal, mas é divertido ver a fantasia que isso gera. Na nossa família, o Natal tem sido uma data em que nos reunimos para ficar juntos, e é bem bom. Somos uma família pequena, escolhemos passar essa data juntos. E é um dos dias mais bonitos do ano. Eu, que nunca gostei do Natal, agora espero esse dia numa ansiedade quase igual à das crianças que esperam o tão sonhado presente.

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Mas explicar para os filhos o porquê de pedir que eles doem brinquedos para as crianças que não têm presentes, sendo que o Papai Noel traz pra eles, é uma coisa que me faz querer fugir. A mistura das emoções que essa época e o cansaço do ano nos trazem.

 

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Faz uns anos que vi esse vídeo onde a Elke Maravilha conta sobre a origem do Natal. Sempre me emociona.

E dia desses vi um post em que a mãe consegue transformar a descoberta da inexistência do Papai Noel em um momento lindo com o filho.

 

Raquel Grabauska
Author

Ela respira teatro. Atriz, diretora, produtora. Coordena o grupo Cuidado Que Mancha e o Espaço Cuidado Que Mancha. Péssima cozinheira, ótima de apetite. Já fez muitas coisas legais na vida, mas nada tão legal quanto o Benjamin e o Tom, os filhos. Por causa deles, pensa a maternidade meio que o tempo todo. Essa inquieta adora viajar e tem medo de galinha – menos no prato.

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